Categoria: Como se preparar, Cursos

Pensando em concursos para Tribunais? Veja como se preparar com foco e qualidade

comentários Compartilhe:

CURSO Tribunais2

Para quem quer concorrer a um dos inúmeros cargos oferecidos por concursos de Tribunais que estão abrindo em todo país, deve, por óbvio, se preparar com antecedência! Não bastasse a concorrência acirrada de concursos dessa natureza, as organizadoras vêm adotando critérios cada vez mais rigorosos na avaliação dos candidatos.

Concursos para Tribunais estão abrindo em todo o país. Só para este ano estão previstos inúmeros para várias regiões. Confiram alguns deles: TRE/RSTRT1TJ/GOTJDFTTJ/SPTRE/RRTRT14TRT3.

Há muito tempo venho recebendo e-mails com relatos sobre a frustração de não passar em um concurso, afora o fato de saber o quanto é complicado passar meses, anos, estudando antes de começar a ser aprovado e SE conseguir ser aprovado. Resiliência, a capacidade de suportar frustrações, é um elemento fundamental neste processo, em especial porque, em regra, o sucesso não vem quando queremos. Ele demora um pouco mais.

E como estar preparado para ter chances REAIS de aprovação? Em primeiro lugar, você deve DECIDIR! Saber o que você quer é o passo mais importante. Em seguida, o PREPARO. A partir daí, qual caminho tomar para alcançar seu objetivo?

Pois bem! O maior obstáculo para chegar até a aprovação é VOCÊ mesmo.

O concurseiro “saiu o edital”, quem realmente disputa uma vaga e o melhor caminho para se preparar

Como então suportar o processo de preparação nos estudos sem se frustrar enquanto os objetivos não são alcançados? Vamos meditar um pouco sobre isso.

O estudo guarda vínculos muito estreitos com dois elementos básicos: o tempo e as expectativas. O tempo é fluído. Sua passagem afeta as expectativas, as metas.

Uma verdade: quanto MAIS distante estiver um objetivo, MENOS esforço empregamos para atingi-lo.

Um exemplo: o emocional faltando 8 meses para uma prova e seu emocional faltando apenas 1 semana para esta mesma prova. Responda: em qual dos dois lapsos temporais vocês ficariam mais ansiosos e preocupados com ela?

Fácil de responder…

E em qual lapso temporal vocês se empenhariam mais nos estudos?

Mais fácil ainda de responder.

Essa é uma percepção interessante: quando estamos próximo de uma data limite, nosso foco, cada vez mais, se volta para o objetivo. Quanto mais distante, a mente fica mais relaxada e o esforço, o empenho, são muito menores, pois o tempo elastecido diminuí a pressão.

Vou além! Ainda refletindo sobre as colocações acima, em que lapso temporal o empenho e a concentração são maiores? Fácil de responder também, não é? Curiosamente, quando a pressão é grande, ou seja, quando o tempo para uma prova está acabando, nós nos tornamos estudantes BEM melhores.

Já perceberam isso?

Ao menos nos quesitos vontade de estudar e entrega, o desempenho cresce vertiginosamente. É uma prova de que com uma postura mental adequada, esse estado de espírito pode ser desenvolvido por qualquer pessoa. A entrega, a força de vontade, o estudo constante e a disciplina não são virtudes de poucos eleitos. Todos podem, em projetos de estudo de longo prazo, ter um desempenho nos estudos parecidos ao dos pequenos lapsos de tempo para uma determinada prova qualquer.

Um projeto para passar no concurso escolhido, por exemplo, em que o candidato tem 1 ou 2 anos para estudar mas quer uma postura de estudo como se só tivesse uma semana antes da prova.

Uau! Seria fantástico!! Como conseguir isso?

Vamos criar aqui uma situação abstrata e trabalhar sobre ela.

Respondam: qual o estado mental de quem vai começar a se preparar agora uma prova no futuro? Certamente a pessoa pode começar a estudar desde agora, e o fará sem sentir grandes pressões.

Este é o ponto!! PRESSÃO! O estudante tem de gerar um ambiente de pressão para poder incrementar seu desempenho.

Observem que a meta, a prova, está 1 ano no futuro. Ela não vai pressionar o candidato da mesma forma como se o estudante estivesse apenas há uma semana da prova. A solução para criar mais pressão está em fracionar a meta final (a prova) em várias pequenas metas, vários pequenos objetivos, todos de apenas uma semana.

A cada semana você terá de cumprir com o planejado, e apressão por fazê-lo iria exigir mais de você como estudante.

Fácil, não é? Escrevendo assim até parece ser fácil, mas não é…

E não é por um simples motivo: a natureza da pressão é distinta.

Uma coisa é uma meta auto imposta. Uma meta semanal é uma meta porque vocês assim o querem. A prova de verdade, gostem ou não, queiram ou não, não depende da vontade, será aplicada de qualquer jeito, e ela é o seu real objetivo. Compreender esta distinção é um ponto importante no planejamento: a pressão auto imposta é mais fraca do que a pressão real. E, sendo mais fraca, é mais fácil de ser quebrada, de ser desrespeitada pelo estudante.

E quebrar as metas, deixar o tempo passar e não cumprir o cronograma podem gerar a frustração. Mais um problema a ser superado. Como fazer com que a pressão em atingir a meta seja forte o suficiente para você poder cumprir com o planejado?

Gerar mais pressão ainda?

Acho que não resolveria…

Não tenho aqui uma fórmula pronta, acabada, para responder essa pergunta. No fundo trata-se mais de uma questão de força de vontade pura e simples. Depende exclusivamente do estudante ser DISCIPLINADO e COMPROMETIDO com seus objetivos.

Mas é possível inventar algo. Que tal um sistema de pequenas gratificações pessoais para cada objetivo alcançado?

Um cineminha, uma balada, uma mini-viagem, uns beijos na boca, uma noite agarradinho com o amado (a recompensa pode ser combinada com um namorado ou namorada, por exemplo), um bom vinho ou um auto-elogio para cada semana de estudos vencida satisfatoriamente.

Enfim, algo trivial mas prazeroso que possa servir de pequeno estímulo para uma pequena semana de estudos, algo que motive, algo que funcione como pressão para que um pequeno resultado seja alcançado.

Fica sempre a metáfora: a escada é feita por degraus, e cada degrau vencido soma-se aos demais para conduzi-los ao fim da escada. Cada pequena vitória no planejamento levará até a vitória final no dia da prova.

Tudo isso, na verdade, serve para motivar visando um processo sabidamente longo e potencialmente enfadonho em seu começo. E tudo tem um começo.

Um planejamento de longo prazo, delimitação clara de disciplinas, estruturação de metas semanais e um sistema próprio de pequenas recompensas para se desenvolver uma pressão para se atingir pequenos resultados me parece ser uma combinação bastante eficiente de elementos que ajudarão na preparação para a prova de qualquer concurso.

E planejar isso tudo e botar em prática não exige nenhum grande esforço.

Esse é o ponto: um pequeno esforço semanal, pequenas recompensas, um pouco de pressão e, ao fim, um grande resultado.

Pensando em auxiliá-los a alcançarem a tão sonhada aprovação, o CERS preparou um curso específico que objetiva revisar teoricamente o conteúdo programático essencial para os alunos que irão se submeter aos concursos desses tribunais no ano de 2014. O curso é ministrado por um grupo de professores com LONGA EXPERIÊNCIA em concursos para Tribunais (TRFs, TJs, TREs, TRTs, Ministérios Públicos estaduais dentre outros), a fim de trabalhar os conhecimentos jurídicos sempre exigidos pelos editais dos tribunais brasileiros.

CONHECIMENTOS JURÍDICOS PARA CONCURSOS DE  TRIBUNAIS

Serão gravados 77  encontros, sendo 02 horas por encontro, divididas em blocos com 30 minutos, conforme cronograma* abaixo:

Curso tribunais

Valor normal: R$ 1.355,73 (um mil, trezentos e cinquenta e cinco reais e setenta e três centavos)

DETALHE: As aulas nunca são repetidas! Aulas SEMPRE INÉDITAS e ATUALIZADAS.

E devemos ressaltar as seguintes vantagens:

1 – As aulas podem ser vistas desde o começo. O aluno não perde nada do conteúdo ministrado independentemente do momento da matrícula;

2 – Cada aula pode ser assistida até duas vezes;

3 – A aula pode ser pausada ou o aluno pode voltar para determinado trecho dela para rever uma explicação, maximizando a absorção do conteúdo;

4 – O aluno faz seu horário de estudo e implementa a autogestão do aprendizado.

As vantagens acima representam um plus estratégico na preparação que, somadas com a força do conteúdo ministrado pelos professores do CERS, oferece ao candidato uma excelente preparação.

Vale ressaltar que o desempenho dos alunos CERS nos concursos tem sido SENSACIONAL! Dos 10 primeiros colocados no concurso para o cargo de ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA, 8 (oito) foram alunos do CERS! A aluna que tirou em primeiro lugar fez CERS. O 2º e 3º colocados também!

Alunos do Complexo de Ensino Renato Saraiva DOMINAM as aprovações no concurso do TRT/BA

Não percam tempo, façam a matrícula e deem START nos estudos!

comentários Compartilhe:
Categoria: Notícias

Projeto de Lei que exige curso superior para ingresso na polícia e corpo de bombeiros está em fase conclusiva

comentários Compartilhe:

Willian_dib

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6632/13, do deputado William Dib (PSDB-SP), que exige curso superior para o ingresso na Polícia e no Corpo de Bombeiros Militar. O texto exige ainda curso de Direito para entrar no quadro de oficiais dessas instituições.

Hoje as exigências previstas no projeto não constam do Decreto-Lei 667/69, que reorganiza as polícias militares (PM) e os Corpos de Bombeiros Militares dos estados e do Distrito Federal. O projeto altera esse decreto-lei.

A proposta também padroniza os demais requisitos para o trabalho nessas corporações, pois, atualmente, cada estado tem uma legislação diferente para o ingresso na PM e no Corpo de Bombeiros.

Escolaridade
De acordo com a proposta, quanto ao grau de escolaridade, o interessado deverá comprovar a conclusão de:
- curso de bacharelado em Direito, para o ingresso na carreira de Oficial do Quadro de Oficiais Policiais Militares (QOPM);
- curso de graduação superior nas áreas de interesse (médico, enfermeiro, etc), conforme regulamentação própria de cada instituição policial militar, para os praças ingressarem na carreira de Oficial do Quadro de Oficiais Especialistas; e
- curso de graduação superior em qualquer área, para o ingresso na carreira de Praça de Polícia Militar.

O projeto prevê que as unidades da Federação que não possuírem essas exigências para o ingresso na carreira terão o prazo de três anos para se adaptarem às novas normas.

Demais condições
Segundo o texto, são condições básicas para trabalhar na PM e no Corpo de Bombeiros:
- ser brasileiro;
- estar quite com as obrigações militares e eleitorais;
- não ter antecedentes penais dolosos;
- estar no gozo dos direitos políticos;
- ser aprovado em concurso público;
- ter procedimento social irrepreensível e idoneidade moral;
- ter capacitação física e psicológica compatíveis com o cargo, verificados através de exame de aptidão; e
- ser aprovado em exame de saúde e exame toxicológico com larga janela de detecção.

Promoção
Ainda conforme a proposta, observada a legislação própria de cada unidade da Federação, o acesso na escala hierárquica tanto de oficiais quanto de praças será gradual e sucessivo, e o processo de promoção de cada posto ou graduação deverá observar os critérios de antiguidade, bravura, post mortem e ressarcimento de preterição.

Por fim, o texto estabelece que as Polícias Militares manterão cursos em estabelecimento de ensino da própria polícia militar, podendo, ainda, ser desenvolvido em outra unidade federada, ou em parceria com instituições de ensino superior, públicas ou privadas, como requisito para a promoção.

“Ao longo da sua existência, as Polícias Militares foram obtendo padronização, porém impostas pelo governo militar”, explica William Dib. Depois do processo de redemocratização, continua o parlamentar essas corporações passaram a editar, nos estados, legislações diferenciadas quanto às exigências mínimas para o ingresso nas suas carreiras.

Como consequência, acrescenta, não há um padrão nacional também mínimo para o candidato ao ingresso nas fileiras dessas instituições. “Isso traz sérios problemas, levando em conta os serviços que esses profissionais vão desempenhar junto à sociedade após integrarem o efetivo ativo das Polícias Militares.”

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Confiram a redação da PL 6632/13 na íntegra:

pl6632-13

comentários Compartilhe:
Categoria: Concursos no horizonte

TRE/RR lançará concurso em breve. Edital previsto para agosto

comentários Compartilhe:

TRE-RR_sede

O Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Roraima (TRE/RR), por meio de sua assessoria de imprensa, divulgou que em breve realizará novo concurso público para o provimento de seis vagas destinadas a preenchimento imediato e formação de cadastro de reserva para os cargos de técnico e analista judiciário. As remunerações dos cargos são de R$8.870,15 para analistas e R$5.699,91 para técnicos, ambos já acrescidos de auxílio alimentação no valor de R$751,96.

Serão três vagas para técnicos na área administrativa e três vagas para analistas com especialidade na área judiciária, engenharia civil e estatística. As vagas destinadas à formação de cadastro de reserva serão para ambos os cargos nas áreas de odontologia, medicina, psicologia, analista de sistemas e operador de computador.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o edital está previsto para ser publicado até o mês de agosto, presume-se portanto que a divulgação da organizadora seja feita nos próximos dias.

O último concurso público para o TRE/RR foi realizado no ano de 2006 para provimento de 24 vagas de nível médio e superior. A organizadora foi a Cespe/Unb que fez a avaliação por meio de provas objetivas compostas por 80 questões de múltipla escolha divididas em duas disciplinas: conhecimentos gerais e específicos.

Confiram AQUI o edital do último concurso.

Com base no edital anterior já é possível traçar um plano de estudos pautado nas disciplinas constantes no cronograma que, possivelmente, não deverá sofrer grandes alterações.

Vamos acompanhar!

comentários Compartilhe:
Categoria: Notícias

Alterações legislativas importantes estão previstas para este segundo semestre

comentários Compartilhe:

CTCPC - Comissão Temporária destinada à Reforma do Código de

O Senado deu continuidade, no primeiro semestre, a discussões que devem resultar em mudanças profundas em códigos e leis que tratam de temas de grande impacto na sociedade. Os mais adiantados são o projeto do novo Código de Processo Civil (CPC) e duas propostas de alteração no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

O texto proposto para o novo CPC (PLS 166/2010) foi elaborado a partir de anteprojeto apresentado por uma comissão de juristas instituída pelo então presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Depois de aprovado no Senado, o projeto passou pela Câmara dos Deputados, onde sofreu diversas mudanças.

Agora, os senadores vão analisar as alterações, podendo apenas fazer emendas de redação ou supressão de partes incluídas pelos deputados. Para ajudar na busca de um consenso entre os textos do Senado e da Câmara, a comissão de juristas que elaborou o anteprojeto, presidida pelo ministro do STF Luiz Fux, auxilia a comissão especial de senadores que examina o projeto.

O novo código cria mecanismos para simplificar o processo e acelerar as decisões da Justiça, inclusive eliminando parte dos recursos hoje permitidos. Além disso, muda o processo de ações de família, introduz instrumentos para ampliar a segurança das empresas e regulamenta a gratuidade da Justiça.

Entre os pontos polêmicos, incluídos pela Câmara, estão a proibição da penhora de contas e investimentos (penhora online) por decisão liminar e a previsão de pagamento de honorários a advogados públicos, na forma de lei a ser editada posteriormente.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que pretende incluir o projeto na pauta do Plenário em agosto. Para ele, a matéria é uma das mais importantes do ano no Senado.

– Essa é a grande matéria que o Senado tem para entregar ao Brasil. É a oportunidade da simplificação dos processos judiciais, da redução dos prazos, da celeridade da Justiça – disse Renan.

Defesa do Consumidor

As propostas de mudança no Código de Defesa do Consumidor constam de dois projetos que tratam, respectivamente, de comércio eletrônico e endividamento. Os textos foram elaborados por uma comissão de juristas e depois examinadas por comissão especial de senadores, com relatoria de Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

Para Ferraço, o CDC precisa de aperfeiçoamentos, em razão de mudanças na sociedade e nos padrões de consumo. Em pronunciamento recente, o senador lembrou que o comércio eletrônico, tratado no PLS 281/2012, sequer existia quando o Código do Consumidor entrou em vigor. A proposta estabelece regras para a divulgação de dados do fornecedor e amplia o direito de arrependimento da compra de 7 para 14 dias.

Já o PLS 283/2012 trata, além do superendividamento, de consumo sustentável e publicidade. O texto exige a prestação de informações claras sobre o produto de crédito oferecido e cria uma forma de conciliação para estimular a renegociação das dívidas.

Os dois textos já estão na pauta do Plenário e o relator pediu agilidade na votação.

Código Penal

Além do CPC e do CDC, o Senado também analisa o projeto do novo Código Penal (PLS 236/2012). Em 2014, foram realizadas audiências públicas sobre o projeto com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e membros do Poder Judiciário. O texto, que também foi elaborado por uma comissão de juristas, já passou por uma comissão especial do Senado e agora está em análise na CCJ.

Entre outras mudanças, o texto reduz os tipos penais previstos na parte especial do Código Penal e em leis esparsas, prevê mais possibilidades de substituição penal para crimes de menor potencial ofensivo e aumenta as exigências para a concessão de progressão de regime nos crimes considerados graves.

Código Comercial e Código Eleitoral

Outros dois códigos legais seguem em discussão em estágios menos adiantados: o Código Comercial e o Código Eleitoral.

A proposta de novo Código Comercial (PLS 487/2013) tramita em comissão especial de senadores formada em fevereiro. O texto, que faz mudanças no regime contábil e atualiza a Lei de Falências, foi elaborado por comissão de juristas no ano passado.

Já a comissão de juristas encarregada de apresentar anteprojeto teve o prazo de seus trabalhos prorrogado até dezembro. O presidente do colegiado, o ministro do STF Dias Toffoli, é desde maio também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Licitações

Também está em análise no Senado a reforma na Lei de Licitações (Lei 8.666/1993). O PLS 559/2013 traz várias inovações, como a eliminação da carta-convite e da tomada de preços. A proposta também estimula a administração a recorrer ao pregão e à concorrência e mantém a realização de concurso e leilão como condições prévias para a contratação pelo setor público.

Com relação às licitações, outro tema que deve ser analisado é a ampliação do Regime Diferenciado de Contratações (RDC). O regime, que traz regras mais flexíveis, seria ampliado a todas as licitações públicas por meio de alterações na Medida Provisória 630/2013, mas as mudanças foram rejeitadas no Senado. A promessa foi de uma nova discussão no exame da nova Lei das Licitações.

A comissão que trata da reforma da lei foi instituída em maio de 2013 pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. Desde então, realizou  uma fase de audiências públicas, depois analisou as sugestões colhidas nesses debates e elaborou uma minuta de projeto de lei, aprovada pelos integrantes. O texto tramita em conjunto nas Comissões de Assuntos Econômicos (CAE), de Infraestrutura (CI) e de Constituição e Justiça (CCJ).

Desde 1993, ano da publicação da Lei 8.666, a legislação voltada para compras públicas no Brasil vem sofrendo mudanças pontuais, por meio de 80 novas leis. Se aprovada, esta será a primeira grande reforma na Lei de Licitações.

Arbitragem

Também no primeiro semestre de 2014, foi enviado à Câmara o PLS 406/2013, que trata da arbitragem, método extrajudicial de solução de conflitos. O texto é fruto do trabalho da comissão de juristas presidida pelo ministro do STJ Luis Felipe Salomão. O projeto amplia o campo de aplicação da arbitragem, estabelecida pela Lei 9.307/1996.

Fonte: Agência Senado

Confiram abaixo os projetos e alterações na íntegra:

PLS 166/2010 - Código de Processo Civil

PLS 281/2012; PLS 283/2012 - Código de Defesa do Consumidor

PLS 236/2012 - Código Penal

PLS 487/2013 - Código Comercial

PLS 559/2013 - Lei de Licitações

PLS 406/2013 - Arbitragem

comentários Compartilhe:
Categoria: Notícias

Projeto acaba com redução de pena nos casos de tráfico privilegiado

comentários Compartilhe:

prisão

De autoria da deputada Keiko Ota (PSB-SP), o Projeto de Lei 6315/13 acaba com a figura do chamado tráfico privilegiado. Pela Lei 11.343/06, a sanção imposta ao traficante pode ser reduzida de um sexto a dois terços, se ele for primário, tiver bons antecedentes e não se dedicar à atividade nem à organização criminosa. O projeto revoga essa possibilidade.

A mesma lei determina ainda que, se o réu for primário e de bons antecedentes, o magistrado pode fixar a sanção no mínimo legal – cinco anos de reclusão. Conforme destaca Keiko Ota, da aplicação combinada dos dois dispositivos resulta a incidência de punição “extremamente branda” ao traficante. “A diminuição de cinco anos em dois terços implica a imposição de reprimenda de apenas um ano e oito meses de reclusão”, destaca.

Benefícios
Com pena menor que quatro anos, o autor do delito pode usufruir de benefícios como a substituição da sanção privativa de liberdade por medidas restritivas de direito e a suspensão condicional da prisão.

Ota ressalta que essa pena de um ano e oito meses é menor que a sanção imposta ao crime de furto qualificado. Para a deputada, essa situação não faz sentido, pois grande parte da violência é decorrência direta do comércio de entorpecentes. “Esse crime contribui de maneira significativa para o aumento do número de latrocínios e de homicídios.”

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de votado pelo Plenário.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Confiram abaixo a redação da PL 6315/13 na íntegra:

PL_6315-3013

comentários Compartilhe:
Categoria: Concursos no horizonte, Cursos

Concurso da Polícia Civil/CE em breve! Organizadora já foi definida.

comentários Compartilhe:

 pc-ce_logo

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PC/CE) escolheu a Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (VUNESP) como organizadora do novo concurso público para provimento de 768 vagas, sendo 168 para delegados, 336 para escrivão, 259 para inspetor, além da formação de cadastro de reserva. O extrato de dispensa de licitação e escolha da organizadora foi publicado no último dia 21 no Diário Oficial do Estado do Ceará.

PC-CE_extrato-dispensa-licitação-organizadora-concurso

Com a divulgação da organizadora, o edital de abertura deverá sair em breve, motivo este que enseja uma certa celeridade no preparo de quem quiser disputar uma vaga. Para concorrer ao cargo de delegado, é necessário possuir diploma de graduação em direito, expedido por instituição de ensino devidamente reconhecida pelo MEC. Já para os outros cargos, o último concurso para escrivão (realizado em 2006) exigia ensino médio com prática de digitação e para inspetor (realizado em 2013), exigia graduação em curso superior em qualquer área de formação.

Segundo informações da Folha Dirigida, a Assessoria de Imprensa da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado (SSPDS/CE), afirmou que, neste novo concurso, o cargo de escrivão terá como requisito nível superior e não mais ensino médio como exigido no último concurso.

Muito bem! Tal como divulgado por mim em meados de maio, apesar do novo concurso ter sido autorizado, levaria um tempinho até a escolha da organizadora. Percebam que da data de sua autorização até a escolha da organizadora se passaram aproximadamente 2 meses. Portanto, o edital de abertura deverá ser publicado muito em breve!

Vem aí o Concurso para a Polícia Civil/CE! 168 vagas para delegados, 336 para escrivães e 259 para inspetores

O tempo disponível para estudar é relativamente curto, razão pela qual, quem não estiver se preparando com antecedência, deve, desde já, traçar um plano de estudos eficiente. Para isto, o CERS tem os cursos certos para auxiliá-los a conquistar a aprovação.

Indico, de plano, nossos cursos regulares para a polícia:

Curso preparatório para Delegado de Polícia 2014

Serão gravados 109 encontros, de 2 horas cada encontro, sendo divididas em quatro blocos de 30 minutos, conforme cronograma abaixo:

Curso_delegado_CERS_materias

Curso preparatório para Agente de Polícia 2014

Serão gravados 55 encontros, sendo 02 horas por encontro, divididas em blocos com 30 minutos, conforme cronograma* abaixo:

Curso_agente_CERS_materias

Em ambos os cursos todas as aulas já estão disponíveis. Sendo assim, os alunos já podem começar a estudar e estruturar o próprio ritmo de estudo (que deve ser intenso, por óbvio!)

Isso permite a autogestão dos estudos e, claro, a imposição de um forte ritmo de estudos de imediato.

E com a publicação do edital ainda lançaremos o curso de questões.

comentários Compartilhe:
Categoria: Editais

Defensoria Pública/RS publica edital de novo concurso com 28 vagas para defensor público

comentários Compartilhe:

dpe-rs

A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE-RS) publicou o edital de abertura de seu novo concurso público para provimento de 28 vagas de defensor público, mais as vagas que forem disponibilizadas durante a validade do concurso. A remuneração do cargo de Defensor Público de Classe Inicial é de R$ 19.383,88 (dezenove mil, trezentos e oitenta e três reais e oitenta e oito centavos). A organizadora será a Fundação Carlos Chagas (FCC).

Edital

Para concorrer a uma das vagas, é necessário, dentre outros requisitos, ser bacharel em direito com diploma expedido por instituição de ensino devidamente reconhecida pelo MEC e possuir, no mínimo, 3 (três) anos de atividade jurídica.

Inscrições

As inscrições estarão abertas a partir das 10h do dia 05 de agosto de 2014 às 14h do dia 03 de setembro de 2014 (horário de Brasília) e deverão ser feitas exclusivamente pelo site da Funcab. O valor da taxa de inscrição é de R$235,00 (duzentos e trinta e cinco reais) a qual deverá ser recolhida por meio de boleto bancário do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (BANRISUL) a ser pago em qualquer agência de compensação bancária até a data limite do último dia de inscrição.

Provas

O certame será composto por cinco fases de caráter eliminatório e classificatório (exceto a última que terá caráter apenas classificatório), sendo:

- Prova objetiva – será aplicada no dia 12 de outubro de 2015 e será composta por 100 questões de múltipla escolha com cinco alternativas cada. Destas, serão 85 de conhecimentos jurídicos e 15 de língua portuguesa.

- Prova discursiva - consistirá na resolução de 2 provas discursivas abrangendo os conhecimentos jurídicos e será aplicada em dois dias subsequentes, em dois turnos, podendo ser sábado e domingo. Poderá ser exigido ainda a elaboração de uma peça jurídica com base em problema envolvendo temas constantes no conteúdo programático.

- Prova oral – serão aplicadas conforme edital de convocação e versarão sobre as disciplinas jurídicas de Direito Constitucional, Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito Penal, Direito Processual Penal e Direito Administrativo, serão realizadas em sessão pública e registradas em gravação de áudio.

- Prova de tribuna – será aplicada em data e horário a serem definidos e versará sobre a disciplina de Direito Penal, compreendendo temas constantes no conteúdo programático do edital.

- Prova de títulos – Os candidatos que chegarem nesta fase (caráter unicamente classificatório), serão convocados a apresentarem seus títulos.

Todas as fases serão realizadas na cidade de Porto Alegre/RS.

O prazo de validade do certame será de 2 (dois) anos, podendo ser prorrogado uma vez por igual período.

Como podem perceber, concursos para a Defensoria Pública estão bombando em todo país e, consequentemente, aumentando o público que deseja ingressar na carreira. Além da concorrência acirrada que concursos desta natureza exigem, há um fator importantíssimo e primordial que é o preparo do candidato.

Para auxiliá-los nos estudos, o CERS disponibiliza um curso específico nessa área:

Curso Intensivo para a Defensoria Pública Estadual 2014

Nesse curso, o CERS cursos online escalou uma experiente equipe de professores, formada, em sua maioria, por juízes, membros do Ministério Público, defensores públicos e procuradores, para estudar em profundidade os principais tópicos frequentemente cobrados nos cursos para a Defensoria Pública Estadual 2014 – 1ª fase (prova objetiva). É um curso teórico fundamental para aqueles que desejam exercer a função pública de defensor.

Serão gravados 110 encontros, de aproximadamente 02 horas cada encontro, conforme cronograma abaixo:

Curso_defensoria_materias

Bons estudos!!

comentários Compartilhe:
Categoria: Editais

Ministério da Saúde publica edital do novo concurso para cargos na área de tecnologia.

comentários Compartilhe:

ministéri_saúde

O Ministério da Saúde publicou ontem (22) no Diário Oficial da União (DOU) o edital de abertura do novo concurso público para diversos cargos na área de tecnologia para níveis médio e superior. A organizadora escolhida para realizar o certame foi a Fundação Carlos Augusto Bittencourt (Funcab). As vagas ofertadas serão para preenchimento imediato e formação de cadastro de reserva para lotação no Ministério da Saúde e no Instituto Nacional do Câncer (INCA) na cidade do Rio de Janeiro.

Edital

Confiram os cargos e o número de vagas:

Nível Superior
ministério da saúde_ cargos_nível_superior

Nível Médio
ministério da saúde_ cargos_nível_médio

AC - Ampla concorrência
NE - Negros
PCD - Pessoas com deficiência

Para concorrer a uma das vagas, o candidato deverá possuir graduação com diploma de ensino superior expedido por instituição de ensino devidamente reconhecida pelo MEC ou conclusão de ensino médio, conforme exigência do cargo pretendido. Os salários variam entre R$ 2.205,20 e R$ 6.648,15 acrescidos de gratificações.

O cronograma do concurso, conteúdo programático e a data de início das inscrições serão divulgados somente no dia 5 de agosto no Diário Oficial e no site da Funcab (www.funcab.org). O valor da taxa de inscrição é de R$78,00 para nível médio e R$98,00 para nível superior.

O certame será composto por três etapas, sendo: prova objetiva, prova discursiva (caráter eliminatório e classificatório) e prova de títulos (caráter classificatório). A prova objetiva compreenderá 100 questões para nível médio e 120 questões para superior, ambas constituídas por 5 alternativas de múltipla escolha, sendo apenas uma correta. A prova discursiva será aplicada no mesmo dia e horário da prova objetiva com temas voltados para cada área específica, conforme escolha do cargo.

Quem pretende concorrer a uma das vagas, deverá, caso já não venha se preparando com antecedência, começar a estudar o quanto antes!

comentários Compartilhe:
Categoria: Notícias

Nova lei que acelera processos na Justiça do Trabalho entra em vigor em 60 dias

comentários Compartilhe:

processos

Já virou lei (Lei 13.015/14) projeto do deputado Valtenir Pereira (PROS-MT) que torna mais rápida a tramitação de processos na Justiça do Trabalho. Sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a nova regra foi publicada no Diário Oficial nesta terça-feira.

Para dar mais agilidade às ações trabalhistas, o texto dificulta os chamados recursos protelatórios, propostos com a intenção de atrasar o andamento dos processos e adiar o cumprimento das decisões judiciais. Pelo volume de processos, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) é considerado um gargalo dentro da justiça trabalhista, mas, com a nova lei, os ministros do TST poderão rejeitar recursos quando contrariarem a jurisprudência do tribunal.

Jurisprudência é o termo jurídico para designar o conjunto das decisões sobre interpretações das leis feitas pelos tribunais. E a uniformização da jurisprudência também está prevista na nova lei. O texto obriga os Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) a uniformizar sua jurisprudência e a aplicar o mecanismo de resolução de demandas repetitivas, quer dizer, a mesma decisão vale para ações trabalhistas com o mesmo pedido. Assim, divergências entre turmas de um mesmo TRT poderão ser uniformizadas no próprio tribunal regional.

Fabrício Nogueira, diretor legislativo da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), explica o que muda na prática.

“No Tribunal Superior, eles já devem ter separado matérias que se repetem ordinariamente na corte. Eles pinçam um único processo, suspendem a tramitação dos demais no próprio TST e nos regionais e, a partir daí, com a decisão proferida neste processo, há uma decisão que vale para aplicação nos demais processos. Então, com isso, é possível acelerar a tramitação processual, dar maior impulso à tramitação processual.”

O autor do projeto comemorou a publicação da nova lei. Valtenir Pereira lembrou que, além de facilitar a vida do trabalhador que precisa recorrer à Justiça Trabalhista para garantir seus direitos, a proposta também acolheu sugestões de várias entidades, como a Confederação Nacional da Agricultura, a Confederação Nacional da Indústria, a OAB e a Febraban.

“E agora nós temos uma lei pronta. Para quê? Para que naquelas demandas repetidas você possa ter uma decisão praticamente única em todos os casos e, com isso, decidir com rapidez a solução dos conflitos de interesse. Então, me orgulho e tenho satisfação em conseguir aprovar no Congresso Nacional um projeto extremamente importante, que teve uma colaboração fundamental do TST, o Tribunal Superior do Trabalho.”

A lei que acelera os processos na Justiça do Trabalho entra em vigor em 60 dias, a partir de 22 de julho.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Confiram abaixo a redação da lei 13.015/14 na íntegra:

lei_1315-2014

comentários Compartilhe:
Categoria: Notícias

PEC que impõe idade mínima para ingresso nas carreiras de juiz, promotor e delegado da Polícia Federal e Civil gera polêmica!

comentários Compartilhe:

foto-1

Notícia publicada em um site de Minas Gerais:

Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece uma idade mínima para ingresso nas carreiras da magistratura, Ministério Público e polícias Federal e Civil, em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, já está gerando grande polêmica no meio jurídico. A PEC 399/14 define a idade mínima de 30 anos para os candidatos aos cargos, pelo menos três anos de experiência forense – e não jurídica, como é hoje – e, ainda, a exigência de realização de exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para os aposentados dessas carreiras, caso queiram advogar ao deixar os quadros da instituição.

O autor da PEC, deputado federal Rubens Moreira Mendes Filho (PSD-RO), sabe que o tema é polêmico e gera debates acalorados. Ele justifica a iniciativa em razão da “ausência de um ordenamento jurídico consolidado” que discipline a entrada nessas carreiras. Moreira Mendes acredita que, hoje, cada vez mais recém-formados buscam essas instituições e, muitas vezes, não têm a vivência necessária para o exercício dessas atividades de suma importância para toda a sociedade. Para alteração da exigência da prática jurídica para a prática forense, ele diz que, atualmente, para comprovar experiência, são considerados até mesmo estágios da época de faculdade e que é preciso “encostar a barriga nos balcões dos cartórios” dos tribunais para adquirir maior bagagem, indispensável para o exercício dos cargos.

“Ouvi várias pessoas que foram unânimes em afirmar que a entrada precoce nessas carreiras tem acarretado problemas em razão da falta de vivência. Então, fiz a proposta que estabelece isonomia de tratamento para a magistratura, Ministério Público e polícias”, justifica Moreira Mendes. E ele vai mais longe: “Aos 21 anos, alguns jovens quando deixam a faculdade estão preparados intelectualmente, mas veem à vida a partir do ar-condicionado dos edifícios do Rio e de São Paulo e não têm consciência que a tinta de suas canetas é importantíssima”. Moreira Mendes explica que apenas na carreira de juiz o ingresso é melhor regulamentado, enquanto nas polícias não existe qualquer restrição. “A mudança não é para retirar qualquer prerrogativa dessas atividades, mas para estabelecer critérios isonômicos”, conclui.

INCONSTITUCIONAL Uma reação contrária à PEC partiu da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que considera a proposta inconstitucional. Mesmo reconhecendo que a juventude é uma característica da carreira de procurador, o presidente da ANPR, Alexandre Camanho, disse que estabelecer idade mínima para ingresso é um critério apenas discricionário e o que qualifica um jovem para o exercício da função é a aprovação em um “concurso público duríssimo”.

“Hoje, temos jovens servindo ao país em todos os cantos, e isso não significa obstrução ao bom desempenho. Aos 30 anos, muitos já estão com suas vidas definidas e não terão disponibilidade para servir em locais mais distantes, como Tabatinga (AM). A juventude tem ajudado e jamais pesou”, garante Camanho, que é como a grande maioria do quadro de base da Procuradoria da República. Com 21 anos de exercício da função, ele ingressou na carreira aos 27 anos. E não está sozinho. A opinião contrária à idade mínima encontra apoio em seus colegas.

ANÁLISE Por sua vez, a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) informa que não tem uma posição sobre a proposta de mudança da Constituição porque ainda está em fase de análise. Segundo a instituição, o texto da PEC é muito extenso e requer uma discussão mais aprofundada com outras associações de magistrados, como os juízes federais, do Trabalho, entre outros. A Ordem dos Advogados do Brasil segue na mesma linha e disse que o tema não foi analisado pelo Conselho Federal e nem mesmo está em análise.

Mas alguns juízes eleitorais, reunidos em Belo Horizonte, não escondem o descontentamento com a exigência da idade mínima de 30 anos. A juíza de direito de Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Marcela Maria Pereira Amaral Morais, de 34 anos, não concorda com mudanças. “Acho que os três anos de experiência são suficientes. O que importa são os estágios e a experiência de trabalho”, ressalta a magistrada, que passou em 1º lugar no certame aos 27 anos. Na bagagem, ela já tinha acumulado estágios no Ministério Público, Defensoria Pública, além de trabalho como assessora jurídica. “No primeiro concurso que fiz, não fui aprovada porque estavam faltando 45 dias para completar o tempo mínimo de três anos de experiência”, conta.

Em vez da exigência de idade mínima, o juiz da 1ª Vara Criminal de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, Gustavo Henrique Moreira do Valle, de 34, defende tempo maior de experiência para iniciar a magistratura. Atualmente, é obrigatório o cumprimento de três anos de atividade jurídica. Ele começou a carreira aos 28 anos e, antes, exerceu o cargo de procurador em Belo Horizonte, mas acredita que mais tempo no mercado teria sido importante. “Entrei muito novo e tive que ter experiência a fórceps. Para um juiz, o mais importante é ter uma experiência efetiva. O problema é que muitos cumprem apenas pró-forma, pois basta a apresentação de documentos”, afirma.

Vivência profissional

A Proposta de Emenda à Constituição 399, que promove a maior alteração para a carreira de delegados da Polícia Federal e Civil – já que atualmente não é exigido nem mesmo o tempo mínimo de atividade jurídica para participar de concurso público –, agrada, em parte, à Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF). O presidente da entidade, delegado Marcos Leôncio, disse que, em abril, durante um congresso da categoria, foi aprovada uma diretriz para reformulação das regras do processo seletivo para a carreira, incluindo a exigência de um período de prática jurídica. No entanto, a entidade rechaça a idade mínima. “A idade não é sinônimo de maturidade profissional. O importante é a prática. É preciso que o cargo de grande responsabilidade não seja o primeiro emprego”, defende.

Marcos Leôncio também confirma que a base da Polícia Federal hoje é formada por jovens e diz que é importante “agregar conhecimento” por meio de prática profissional, antes do ingresso na carreira. “Eu mesmo, antes de ocupar o cargo de delegado federal, me dediquei à advocacia e exerci o cargo de analista do Ministério Público Federal, o que me trouxe uma vivência maior. Para o exercício da função, é necessário que o profissional enxergue as posições dos advogados, juízes e representantes do Ministério Público e, para isso, é necessário vivenciar essa experiência”, afirma.

CONSULTA Com relação à exigência do exame da OAB para que delegados aposentados exerçam a advocacia, Leôncio diz que a entidade fez uma consulta à OAB para que o benefício seja estendido a todos os inativos. “O exame da autarquia foi instituído em 1994, portanto, aqueles que ingressaram antes dessa data nos quadros da PF não precisam fazer a prova. No entanto, defendo que isso seja ampliado, já que os delegados têm prática jurídica e não há razão para que não possam advogar. Segundo o presidente, a OAB ainda não respondeu ao questionamento.

O próprio deputado Moreira Mendes, autor da proposta, admite que essa questão precisa ser debatida amplamente antes da aprovação. Segundo ele, caso a PEC seja aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisa apenas a constitucionalidade do tema, será formada uma comissão especial multipartidária para uma discussão ampla, com realização de audiências públicas que reunirão representantes das mais diversas entidades. “Tenho certeza de que não há inconstitucionalidade no texto, que será aprovado na CCJ. E, caso a PEC seja aprovada também na comissão especial, vai a plenário, mas terá que entrar numa grande fila de espera para ser votada”, explica o parlamentar.

Fonte: EM

Era óbvio que isso daria polêmica! Tal como eu ressaltei no post publicado anteriormente, essa PEC vai fazer os concurseiros reclamarem horrores de seu conteúdo e que poderá dar uma alterada radical no universo concurseiro e do mercado de trabalho para uma multidão de operadores do Direito.

PEC quer impor ao bacharel em Direito o mínimo 30 anos de idade e 3 anos de atividade jurídica para ingresso nas carreiras de juiz, promotor e delegado da Polícia Federal e Civil

Caso aprovada nestes termos, esta PEC irá provocar uma alteração SENSÍVEL no mercado concurseiro e também no mercado da advocacia.

Vamos continuar acompanhando de perto!

comentários Compartilhe: