Categoria: Previsão de concurso

“É a economia, meu caro” ou, qual é o melhor candidato a presidente para os concurseiros?

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Diz a lenda que a vitoriosa campanha de Bill Clinton teve como ideia central uma frase bem debochada: “é a economia, estúpido!”. Ela teria sido escrita pelo estrategista eleitoral da campanha, James Carville, em um cartaz dependurado no comitê do partido democrata, lá no longínquo ano de 1992. Na época o então presidente, George H. Bush (pai), disputava sua reeleição revestido com o manto do sucesso da recente intervenção no Iraque, quando as forças da coalizão libertaram o Kuait das garras de Saddam Hussein.

Entretanto, mesmo com a vitória no campo de batalha, a América ia mal das pernas no campo econômico. Como nós sabemos, Clinton acabou vencendo ao bater exatamente na questão econômica, muito mais significativa para o bolso dos americanos do que (mais uma ) vitória militar.

O que representaria para os concurseiros mais uma gestão da presidente Dilma Rousseff? Teríamos uma profusão de concursos, como esperam alguns, ou a “torneira concurseira” vai ficar mais apertada?

A eleição de Dilma é uma garantia de um acesso facilitado ao mundo dos cargos públicos?

Essa pergunta é fundamental para definir o voto de, certamente, dezenas de milhares de concurseiros, talvez até centenas de milhares.

Os concursos públicos representam o sonho de inserção profissional, ascensão social e estabilidade financeira para um universo considerável de pessoas e a perspectiva da ofertas de vagas na próxima gestão, seja de Aécio Neves  ou de Dilma Roussef, norteará a votação de muitos no próximo domingo.

Ofertar subsídios sérios, embasados e sem achismos é a minha tarefa com esta publicação, com o fito de ajudá-los no processo de escolha entre um e outro candidato.

Evidentemente eu também deixarei a minha opinião ao final, e o farei pensando não só no que eu creio, como no que é melhor para o público para o qual eu escrevo e, em última instância, para mim mesmo.

Só me interessa um país com economia forte,  em expansão, que sustente as demandas da sociedade , em especial em termos de empregabilidade, pois assim, em última análise, o meu serviço encontrará respaldo no mercado, pois este poderá consumir o que eu produzo.

E aqui encontra-se a raiz da questão: qual a perspectiva atual da economia e qual a sua projeção em eventual um eventual reeleição da presidente Dilma?

Essa pergunta é basilar por uma razão muito simples. Não basta ter a simples vontade de realizar muitos concursos públicos, é preciso ter CAIXA para tocá-los, ou seja, é preciso uma economia que suporte o incremento da máquina pública. Sem isso toda e qualquer promessa de aumento do funcionalismo é vazia, pois ela é MATERIALMENTE irrealizável.

Isso precisa ser assumido como premissa pelo leitor: o crescimento do estado depende de uma economia consistente, pois é a economia que sustenta o próprio estado.

James Carville, e o tempo mostrou isso, estava recoberto pela razão.

Vamos ser didáticos: o que seria então “economia?”

Em termos simples, seria o conjunto de pessoas (físicas e jurídicas) que desenvolvem a atividade produtiva, ou seja, geram RIQUEZA sendo que esse conjunto é distribuído em três setores distintos:  setor primário, setor secundário e setor terciário.

No setor primário a atividade produtiva relaciona-se com o desenvolvimento da agricultura, da pecuária e do extrativismo vegetal, animal e mineral. Este setor dá o subsídio para o abastecimento do setor secundário.

No setor secundário nos temos o complexo industrial: produção de máquinas, equipamentos, a construção civil, geração de energia e produção de bens de consumo. Aí também enquadra-se a atividade de distribuição dos produtos em forma de atacado.

Por fim, temos o setor terciário, vinculado aos serviços prestados. Aqui entra o comércio, educação, telecomunicação, seguros, saúde, transporte, intermediação financeira, turismo e mais um longo etc. Quanto mais desenvolvido um país maior complexo e diversificado é o seu setor terciário.

E o Estado? Onde ele se enquadra?

As atividades estatais também se encontram no chamado setor terciário, mas possuem um enquadramento diferenciado, pois as atividades estatais não representam uma alternativa para as atividades comerciais. Aqui poderíamos entrar em um exercício de conceituação relativamente complexo, pois a intervenção do estado na sociedade e no modo de produção (estado intervencionista x estado mínimo) gera uma zona cinzenta quanto a classificação exata deste setor e de seu papel dentro do sistema de geração de riqueza.

De toda forma, dando uma lógica a nossa conceituação, o estado depende dos demais setores para manter sua estrutura funcionando. Ou seja, a priori, o Estado NÃO PRODUZ riqueza: ele apenas organiza os demais setores para que estes possam se desenvolver.

O Estado, para financiar as suas atividades, TRIBUTA a iniciativa privada. Trata-se de um processo de EXPROPRIAÇÃO de riqueza. Não custa lembrar do comando do Art. 3º do Código Tributário Nacional:

Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

Aqui então faço a primeira afirmativa: o que sustenta o Estado é a economia.

Este ponto, imagino, como aqui se trata de um texto que tem um viés político, não deve gerar qualquer tipo de controvérsia. O Estado, para desenvolver suas atividades, depende da economia.

Se a economia vai mal, as finanças do Estado também vão mal. Trata-se de um simples associação lógica de ordem direta. A saúde de um depende da saúde do outro, em uma relação íntima e praticamente indissociável.

Aqui faço a minha segunda assertiva: o Estado só pode investir se tiver RECEITA, caixa para efetuar as contratações e mantê-las ao longo do tempo. Ou seja, a economia tem de estar bem para que a atividade de tributação dê ao Estado capacidade para efetivar seus investimentos, incluindo aí o de CONTRATAR, via concurso público, novos servidores.

Aqui também, acredito, trato de um ponto que não pode gerar controvérsia. A associação entre capacidade financeira do setor produtivo, capacidade de tributar, formação de receitas do estado e sua direta relação com sua capacidade de investimento é inequívoca. Economia forte permite ao Estado a condução dos seus negócios e sua expansão. Do contrário, nada feito!

Tudo muito óbvio e lógico.

Vamos então fazer a pergunta-chave: como anda a economia brasileira?

De plano já trago uma matéria da conceituada Revista Exame, voltada para o mercado, publicada no último dia 29 de setembro:

O Banco Central (BC) reduziu a projeção de crescimento da economia para este ano.

De acordo com o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (26), o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos, deve apresentar expansão de 0,7%, ante a previsão anterior de 1,6%.

De acordo com o BC, a produção agropecuária deverá crescer 2,3% – a estimativa anterior era 2,8%.

A produção da indústria deverá recuar 1,6%, contra a previsão anterior de retração de 0,4%.

O crescimento do setor de serviços caiu de 2% para 1,2%.

O consumo das deve crescer 1,6%, contra 2% previstos em junho.

Os investimentos – Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – devem apresentar retração 6,5%, ante 2,4% previstos em junho.

A projeção para o consumo do governo passou de 2,1% para 1,7%.

As projeções para as exportações e as importações foram revisadas de 2,3% para 3,6%, e de 0,6% para 1%, respectivamente.

Para o período de 12 meses encerrado em junho de 2015, a estimativa de crescimento do BC para o PIB é 1,2%.

Fonte: Exame

Os dados acima não são resultados de uma invencionice qualquer, são dados do próprio Banco Central do Brasil e mostram uma retração nos principais indicadores econômicos do país, que já apresentam índices baixíssimos de crescimento.

Aliás, para o Fundo Monetário Internacional, o Brasil tem um dos piores crescimentos do mundo, tal como apontam dados publicados no último dia 7 de outubro. Para o FMI, o Brasil apresenta a sua PIOR série histórica de crescimento dos últimos 16 anos,  revisando para baixo a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano, para pífios 0,3%:

Brasil terá segundo pior resultado em 16 anos, prevê FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (Bird) anunciaram ontem o que o mercado preconiza há meses: o crescimento do Brasil será quase nulo em 2014. Pela sexta vez seguida, o FMI revisou para baixo a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano, para pífio 0,3%. A redução de 1 ponto percentual em relação a projeção feita em julho, de 1,3%, está no relatório World Economic Outlook (Perspectivas da Economia Global), divulgado ontem em Washington (EUA). Já o Bird prevê 0,5%.

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Com o corte, o FMI prevê que o Brasil crescerá apenas 10% da média mundial, cuja alta é estimada em 3,3% este ano, e menos ainda se comparado com a expansão projetada para as economias emergentes, de 4,4% em média. Somente Itália, em recessão, e Rússia, que sofre com embargos por conta do conflito com a Ucrânia, devem crescer menos do que o Brasil este ano. Se a previsão do FMI for confirmada, será o segundo pior resultado desde 1998, quando a economia não registrou crescimento, à frente apenas da queda de 0,3% verificada em 2009, em plena crise mundial. (…)

O Fundo também reduziu suas projeções para 2015: avanço de 1,4%, abaixo dos 2% esperados anteriormente. As previsões para o PIB brasileiro do FMI estão abaixo do que espera o governo, que estima crescimento de 0,9%, mas acima do projetado pelo mercado. Segundo o Boletim Focus, que reúne as 100 maiores instituições financeiras do país, a expansão será de 0,24% em 2014 e de 1% em 2015.

No relatório, o FMI pontuou os motivos que levaram à revisão. “No Brasil, o PIB se contraiu no primeiro semestre do ano, refletindo o investimento fraco e uma moderação no consumo, devido a condições financeiras mais apertadas, à queda continuada nos negócios e à confiança do consumidor. Esses fatores, juntamente com a fraqueza da competitividade, deverão manter o crescimento moderado na maior parte da 2014”, assinalou o documento. (…)

Fonte: Estado de Minas

 E, somado com o crescimento tendendo ao zero, temos um quadro dos mais preocupantes: a perda do controle da inflação.

No último relatório do banco Central do Brasil, a inflação ficou bem acima da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, divulgadas no final de setembro:

Inflação deve estourar a meta em 2014, prevê o BC

Novas projeções do Banco Central divulgadas nesta segunda-feira, 29, no Relatório Trimestral de Inflação, mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano de 2014 em 6,3%, bem acima do centro da meta de inflação de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A nova estimativa apresenta um ligeiro recuo em relação à projeção de 6,4% que constava no relatório de inflação divulgado em junho. A projeção leva em conta o cenário de referência traçado pelo BC para a definição da política monetária,

No último ano do governo Lula, em 2010, o IPCA foi de 5,91%. A inflação no ano passado subiu também 5,91%, ante 5,84% em 2012. No primeiro ano do governo Dilma, em 2011, o IPCA fechou no teto da meta, em 6,50%. (…)

Fonte: Exame

 Vejam que até aqui o texto está absolutamente desprovido de achismos ou suposições pessoais. Trata-se tão somente da exposição de dados brutos, produzidos pelo Banco Central e pelo FMI. Não há paixões, achismos ou suposições. De fato,e  de forma inequívoca, nossa economia vai mal das pernas!

Esse fenômeno, de baixíssimo crescimento e alta de inflação possui um jargão na economia: “estagflação”, uma deletéria mistura de estagnação financeira com elevada inflação.

Já em junho deste ano o colunista de economia do Estadão, Fábio Alves, trazia o tema estagflação à baila, em uma análise do nosso quadro econômico:

‘Pibinho’ ressuscita fantasma da estagflação

A perda de fôlego da economia brasileira no primeiro trimestre deste ano deflagrou uma rodada de revisão para baixo nas projeções do Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 e reacendeu o debate sobre se o Brasil já não estaria imerso num processo de estagflação, ou seja, quando uma economia apresenta um problema estrutural de baixo crescimento econômico combinado com elevada inflação.

Segundo o IBGE divulgou na semana passada, o PIB brasileiro cresceu 0,20% no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre de 2013. Na comparação com o primeiro trimestre de 2013, o PIB avançou 1,90% no primeiro trimestre deste ano.

Na última pesquisa semanal Focus, divulgada ontem pelo Banco Central, a projeção de crescimento da economia brasileira foi reduzida de 1,63% para apenas 1,5% em 2014. Para 2015, a estimativa dos analistas também foi cortada, de 1,96% para 1,85%. Por outro lado, o IPCA de 2014 estimado é de 6,47%.

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O Brasil está, de fato, imerso num ambiente de estagflação?

Na opinião de um economista brasileiro de “buy side” em Nova York, a resposta é sim. Nas contas dele, desde que Dilma Rousseff assumiu o governo em 2011, o crescimento anual médio do País ficará por volta de 1,9% nos quatro anos da gestão da presidente (levando em conta a aposta dele de que o PIB terá expansão de 1,3% neste ano e que em 2013 o crescimento foi de 2,5%, conforme revisão do IBGE). Por outro lado, ressalta a fonte acima, a inflação anual média no período (levando em conta a projeção da Focus) será de 6,2%.

Em conversa com esta coluna, um dos mais respeitados economistas brasileiros diz que a resposta à pergunta acima é mais complexa do que um simples “sim ou não”.

“No sentido de que o crescimento está baixo e a inflação está elevada, o Brasil está sim num cenário de estagflação”, diz ele. “Contudo, a estagflação é um fenômeno perene, não reversível; nesse sentido, a resposta é não”.

O que está acontecendo, segundo esse economista, é que o mercado de trabalho ainda está muito apertado e o governo segue alimentando a demanda, enquanto o BC tenta agir na direção contrária a do resto do governo. (…)

Fonte: Estadão/Blog Fábio Alves

 Aqui chegamos a um ponto crucial, em que uma pergunta necessariamente precisa ser respondida, apesar disto já ter sido inferido no texto em mais de uma oportunidade: pode o Estado expandir seus quadros mesmo com um cenário econômico adverso?

Há, evidentemente, linhas de argumentação passíveis de serem desenvolvidas no sentido positivo, ou seja, que a vontade política e as necessidades do Estado permitiram a realização de concursos independentemente do contexto econômico. Entretanto, essa linhas de argumentação colidiram, ao meu ver, com a realidade econômica e a impossibilidade de se dissociar expansão do quadro (e consequente aumento de despesas) com a capacidade de arrecadação do Governo.

Essa constatação, evidentemente, pode ser jogada no campo do achismo, por mais lógica que pareça ser. No campo da retórica, e nós sabemos disto, 2 mais 2 pode ser perfeitamente 5 e o argumento pode parecer perfeitamente factível.

Como estamos em um processo eleitoral muito “quente”, qualquer posicionamento tende a ser interpretado em razão do viés político do leitor, e a ideia aqui é, ao máximo, despir o texto de qualquer opinião tendenciosa. Ou seja, qualquer opinião desprovida de um embasamento consistente e que lhe dê suporte lógico.

Para isto podemos apresentar um exemplo prático, ocorrido no próprio Brasil, que demonstra a verdade dessa afirmação: se a economia está mal, os concursos também vão mal. E isso ocorreu no atual governo, em março de 2011:

Governo suspende autorização para concursos e provimento de cargos

Portaria da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, publicada no “Diário Oficial da União” desta segunda-feira (28) suspende, por “tempo indeterminado”, os efeitos de publicações anteriores que autorizavam a realização para novos concursos públicos e, também, para o provimento (preenchimento) de cargos públicos no âmbito da administração pública, em autarquias e fundações.

O governo informou que realiza levantamento de quantos concursos foram autorizados, mas que ainda não foram realizados. Nesses casos todos estão suspensos.

Os casos de concursos com edital já publicado, em fase de provas ou cursos de formação, terão prosseguimento, mas as nomeações serão analisados “com lupa” pela ministra Miriam Belchior. De acordo com o Ministério do Planejamento, o concurso não será suspenso, a validade dele continua e a pessoa pode ser chamada dentro desse prazo, que pode ser de até dois anos, prorrogável por igual período.

Já as nomeações que já foram publicadas no “Diário Oficial da União” até esta segunda-feira (28) estão garantidas, informou o Ministério do Planejamento.

A medida faz parte da contenção de gastos públicos, tendo em vista o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento deste ano. No fim do mês passado, ao detalhar o bloqueio de gastos, a secretária de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Celia Correa, já havia dito que não aconteceria “nenhum concurso público neste ano”. “A não ser que tenha uma emergência. Até mesmo aqueles que já tinham sido realizados e que não tinham o curso de formação concluído não vão sair”, acrescentou ela na ocasião. (…)

Fonte: G1

Dois detalhes significativos desta notícia: a suspensão se deu no COMEÇO do governo de Dilma Roussef, em um movimento de ajuste de contas, quando poderia ter sido feito ainda na gestão de seu antecessor, Lula, que é do mesmo partido.

Ou seja, esperaram a definição das eleições e a posse da nova governante para anunciar uma medida impopular mas necessária (manter as contas públicas em dia)

O outro detalhe é que a economia, à época, estava bem melhor do que agora, e, ainda assim, foi necessário fazer este ajuste.

É bem verdade, e isso não pode ser negado, que a restrição não produziu um grande impacto no universo concurseiro. O corte foi apenas nas contratações do Poder Executivo (Legislativo e Judiciário têm orçamentos próprios) e, até onde me lembre, não durou mais do que um ano.

Também não é possível negar que cortes orçamentários desta natureza ocorrem ciclicament, tal como no 2º governo Lula. A notícia abaixo é de 13/01/2008:

Governo suspende concursos

Uma indústria que movimenta R$ 1 bilhão por ano e atrai 1,6 milhão de inscrições acompanha, apreensiva, a decisão do governo federal de suspender concursos públicos. O mercado inclui editoras, cerca de mil cursos pelo país e uma TV especializada. E manteve, até aqui, o padrão de crescimento iniciado em 2005: 40% ao ano, segundo a Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac). O anúncio do governo ainda não se refletiu no volume de matrículas deste ano, de acordo com empresários do setor. Mas, entre alunos e professores, há incerteza.

- Os alunos ficaram abatidos. Mas sabemos que, no governo, são idas e vindas. O presidente tomou essa decisão porque sofreu uma derrota. Foi uma retaliação. Essa não é a última palavra – afirma Arenildo dos Santos, diretor do curso Plá Concursos.

O pacote anunciado pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, congelou 28.853 vagas no Executivo federal com abertura prevista no Orçamento da União para 2008. Até agora, o governo só autorizou o lançamento de edital para 11.179 das 40.032 vagas planejadas. O resto só será definido após a rediscussão do Orçamento, em fevereiro, e o ministério se recusa a liberar outras informações.

Fonte: NE Notícias

Entretanto, nos dois casos a conjuntura econômica não estava tão sofrível como a de agora. A realidade, e o contexto, são bem diferentes.

Além disto, já temos indícios de agora mostrando que o Governo está apertando os cintos do orçamento. Foi publicado em setembro, no site do Supremo Tribunal Federal (STF), uma notícia dando conta que a Defensoria Publica da União (DPU) impetrou Mandado de Segurança junto ao tribunal para questionar um corte de 95% dos valores relativos à despesa com pessoal. Esse percentual foi suprimido após a presidente da República encaminhar a proposta orçamentária ao Congresso Nacional com o corte já estabelecido:

Governo corta 95% do orçamento com pessoal do DPU. Questão vai para o STF.

A Defensoria Pública da União (DPU) impetrou Mandado de Segurança (MS 33193) no Supremo Tribunal Federal questionando os cortes promovidos pelo Poder Executivo na proposta orçamentária para 2015. O pedido é para que o Supremo determine o encaminhamento integral dos valores definidos na proposta orçamentária da DPU ao Congresso Nacional, a quem caberá deliberar sobre a matéria. Segundo a DPU, os cortes efetuados – assim como nos casos do Judiciário e do Ministério Público – são inconstitucionais e ferem o princípio da autonomia entre os Poderes.

O MS 33193 questiona ato da presidente da República que, ao consolidar a proposta orçamentária e encaminhá-la ao Congresso Nacional, suprimiu 95% dos valores relativos à despesa com pessoal definida originalmente pela DPU. Segundo o órgão, o orçamento pretendido viabilizaria, já em 2015, a abertura de 25 novas unidades que já contam com orçamento de custeio previsto na norma orçamentária.

Tal avanço ampliaria o atendimento da DPU de 64 subseções da Justiça Federal atualmente atendidas para 89 subseções, “uma ampliação de mais de um terço do número de órgãos jurisdicionais que contam com a atuação de defensor público federal”, e atingiria cinco milhões de pessoas, garantindo-lhes pleno acesso à Justiça. A ampliação visa dar cumprimento à Emenda Constitucional 80/2014, que estabelece o prazo de oito anos para que a União, os Estados e o Distrito Federal contem com defensores públicos em todas as unidades jurisdicionais.

Fonte: STF

Os cálculos realizados pelo DPU relativos aos gastos com pessoal para o ano de 2015 foram de R$245 milhões, estando incluso vários projetos de lei que tramitam no Congresso com a finalidade de aumentar o salário dos defensores públicos e aumentar o quantitativo de carreiras de apoio, cargos comissionados e gratificados por acúmulo de cargos.

No mandado de segurança, o DPU alega que as propostas e gastos do orçamento previsto para 2015 estavam em conformidade com a Emenda Constitucional 80/2014, que além de garantir autonomia ao órgão, prevê um prazo de oito anos para que a União, Estados e Distrito Federal possuam defensores públicos em todas as unidades jurisdicionais. Ou seja, já de plano a EC fica comprometida exatamente por conta de uma restrição orçamentária.

Quem contava com muitos concursos para a Defensoria Pública da União após a aprovação da EC 80/2014 vai precisar refazer seus planos.

E isso ainda em 2014. Em regra os cortes só são efetivamente feitos após o período eleitoral. Afinal, ninguém quer assustar o eleitor neste momento.

Mas no período Lula-Dilma as contratações foram muito maiores se considerarmos a gestão FHC“, poderia dizer um eleitor mais atento.

Sim! De fato nos últimos 12 anos as contratações foram bem mais expressivas se considerarmos o período FHC. Aliás, nada como reproduzir aqui uma matéria do próprio site do PT sobre este tema:

Lula e Dilma admitem 355% mais servidores do que FHC

O fortalecimento dos órgãos públicos é uma das marcas dos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousseff, que admitiram 355% mais servidores públicos do que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). De acordo com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, entre 2003 e junho de 2014, o governo federal admitiu 234.988 novos servidores públicos. Entre 1995 e 2002, período de FHC, foram 51.613.

Somente em 2010, por exemplo, foram admitidos 36,6 mil novos funcionários públicos. Em 2001, último ano de gestão de Fernando Henrique, 660 pessoas ingressaram no governo federal por meio de concursos públicos. (…)

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O professor de um curso preparatório para concursos Tiago Pugsley, afirma não ter dúvidas em relação ao aumento da quantidade de vagas e cargos em concursos públicos nos últimos anos. “Tivemos, inclusive, vários concursos que foram os primeiros das carreiras, como analista da Defensoria Pública, e teremos em breve para o Conselho Nacional do Ministério Público”, explica.

Ele defende o ingresso de servidores no governo por concurso como forma de fortalecer o Estado e os órgãos públicos. “Um servidor público concursado é uma pessoa mais gabaritada que os terceirizados. A qualidade do serviço prestado para o servidor público é um serviço de excelência”, garante Pugsley.

Mais oportunidades – A grande oferta de vagas para concursos públicos é vista diariamente pelos estudantes. Para Hudson Martins, “concurseiro” há dois anos, a possibilidade dos tucanos retornarem ao comando do governo federal não é vista com bons olhos.

“Eles têm planos de enxugar a máquina. Hoje a gente tem um país que precisa de funcionário público, ainda temos falta de funcionários. Eles podem prejudicar, sim, o andamento dos concursos no Brasil”, explica Martins.

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A advogada Karine Borghetti conta que trabalhou em uma banca organizadora de concursos e presenciou, de perto, o aumento da oferta de vagas pelo governo federal. “Acompanhei a quantidade de vagas para concursos crescendo durante um bom período. Hoje, há grandes oportunidades nesta área, inclusive para os profissionais da saúde”, ressalta Karine.

Ela também acredita que a evolução dos concursos públicos, conquistada durante os governos de Lula e Dilma, pode sofrer retrocesso em uma possível gestão de Aécio Neves (PSDB).

“A forma do Aécio governar é com privatização e isso pode interferir nesse processo, porque eles acreditam que os concursados não fazem nada. É importante lembrar que o servidor cumpre obrigações determinadas por lei”, destaca a advogada.

Por Mariana Zoccoli, da Agência PT de Notícias

Fonte: pt.org.br

A matéria acima, do próprio PT, merece algumas significativas considerações pontuais:

1 – É inegável que a gestão do PT realizou mais concursos públicos se compararmos como período FHC. Isso é irrefutável e, diretamente, responsável por criar a aura de “governo para concurseiros” que hoje domina o imaginário deste público;

2 – Entretanto, o período FHC foi de um contexto diferente do período subsequente. FHC pegou a casa desarrumada; com inflação em alta e desarranjo das contas públicas. Lula não enfrentou as mesmas dificuldades.

Falando nisto, ficou famoso um gráfico criado pela equipe da presidente Dilma para esta campanha, em que ela mostra a evolução da inflação nos períodos FHC, Lula e Dilma:

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O gráfico ficou famoso porque mostrou a média da inflação, mas também, de forma a beneficiar a campanha de Aécio, a forma como o governo FHC debelou uma alta inflação quando assumiu o governo. A média de FHC foi maior, mas o país que ele pegou não foi o país que Lula assumiu;

3 – Aqui, talvez, o ponto mais importante de toda a análise. Ao se observar o quadro de contratações do período Lula/Dilma, é impossível não se fazer uma pergunta basilar: qual é a REAL capacidade de expansão dos quadros da administração pública considerando o atual cenário estrutural do serviço público e da economia do país??

Essa pergunta é o ponto central desta publicação!

Nós sabemos, ou, nós precisamos admitir, que toda estrutura administrativa tem um LIMITE. Seria materialmente impossível admitir que o ritmo de contratações do período Lula/Dilma continue de forma indefinida para todo o sempre. Isso não existe!

Foram muitos concursos, e isto foi bom, mas a máquina inexoravelmente encontrará um limite para a sua própria expansão.

Se observarmos o período da gestão da Dilma veremos que o ritmo de contratações caiu em comparação com o período final do governo Lula. Um sinal aparente de saturação.

Há mais espaço, portanto, para muitas contratações no serviço público no próximo governo?

Não tenho, confesso, uma resposta direta para tal pergunta. Isso dependeria de estudos do próprio Ministério do Planejamento e uma avaliação do atual tamanho da máquina, e tais estudos não são de simples realização.

Mas, considerando que o período Dilma contratou menos que o período Lula, que já estamos enfrentando cortes orçamentários para o próximo período, é de se imaginar que o quadro não seja dos melhores.

E, acima de tudo, com a iminência da estagflação, imaginar uma festa dos concursos públicos é, sem e menor sombra de dúvida, uma utopia.

Sem receita não há despesa!

Com o orçamento apertado e a máquina, supostamente, no limite dos seus gastos, não dá para imaginar um período de grandes contratações.

PONTO IMPORTANTE: essa constatação é absolutamente apartidária! Imagino dificuldades tanto para Dilma como para o Aécio Neves neste quesito. Ninguém vai, por um passe de mágica, ajeitar as contas públicas do dia para a noite.

Há, evidentemente, a esperança de que ao menos a gestão de Aécio Neves tirem o país do atoleiro econômico para onde estamos rumando.

Rumando de verdade, com dados sérios e consistentes apontando para esta direção.

Repito: sem economia forte não há investimento na máquina! Isso é impossível.

4 – E o Aécio Neves, vai adotar o perfil visto no governo FHC para os concursos públicos?

Bom…não tenho como saber. Não sou fiador do candidato e não posso dizer como será a política dele para os servidores e os concursos públicos.

De toda forma, a campanha do candidato afasta veementemente o argumento no sentido de que dará as costas para os concurseiros:

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Trata-se, é claro, de uma promessa de campanha.

Evidentemente o pessoal do PSDB sabe como é a visão de uma parcela do eleitorado quanto aos que foi o governo FHC na área dos concursos, e a crítica interna seguramente foi feita. Solapar as esperanças desse universo de eleitores seria um tiro no pé quanto a credibilidade do partido em eleições futuras.

Para encerrar: no que acreditar e onde depositar as esperanças?

Primeiro: a vida para os concurseiros não será fácil INDEPENDENTEMENTE do vencedor. A situação econômica passa por uma séria deteorização e tirar o pais da iminência da estagflação será uma tarefa árdua.

Segundo: o governo Dilma está conduzindo o país para a estagflação, e não apresentou até agora qualquer mecanismo para nos retirar desta rota. Assumindo a premissa de que sem uma economia forte não dá para investir, pois o Estado não teria a capacidade de arcar com novos custos por conta a ausência de crescimento somada com o aumento da inflação, Dilma não se afigura como a melhor alternativa.

Terceiro: Há a esperança de que eventual gestão de Aécio Neves conduza o país para uma melhora no quadro econômico. Como não é possível imaginar um crescimento nos concursos sem um substrato econômico consistente, Aécio Neves se apresenta como o único caminho lógico para quem almeja ingressar em um cargo público.

Quarto: os concursos públicos, por óbvio, não vão acabar. Estamos discutindo aqui se teremos mais ou menos vagas durante a próxima gestão. Mais vagas representam mais chances. Ninguém deve desanimar ou desistir deste caminho. Os estudos devem continuar independentemente do contexto.

Quinto e último: ponderem sobre o tema desprovidos de paixões ou partidarismos. É óbvio que eu tenho minha preferência, mas, mesmo assim, tentei despir este texto de todo e qualquer viés ideológico por respeito à inteligência de vocês, meus leitores. Parto da premissa que todos vocês são inteligentes e sabem pensar por conta própria. Logo, reflitam sobre estas palavras, busquem mais substratos para a reflexão de fontes FIDEDIGNAS (cuidado com os sites e informações altamente partidarizados) e tome uma decisão RACIONAL.

Ninguém é dono da verdade e ninguém tem o condão de ver o futuro. Este, o futuro, somente pode ser intuído, mas não predito.

Com inteligência, informação e um pouco de honestidade intelectual todos farão, seguramente, a melhor escolha no próximo domingo.

Façam suas escolhas pensando no futuro e não com olhos no passado!

Boa reflexão!

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Categoria: Como se preparar, Notícias

Banco do Brasil voltará a cobrar inglês em seus concursos públicos

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A assessoria de comunicação do Banco do Brasil confirmou que a partir do ano que vem voltará a cobrar a disciplina de inglês em seus concursos públicos. Hoje, as disciplinas cobradas são língua portuguesa, matemática, raciocínio lógico, além de conhecimentos básicos e específicos (técnicas de vendas, cultura organizacional, atualidades do mercado financeiro, conhecimentos bancários, informática e atendimento ao público).

Quem pretende concorrer a uma das vagas no próximo concurso, deverá incluir a disciplina no plano de estudos. A expectativa é que um novo processo seletivo seja lançado em 2015, ano que encerra a validade do certame anterior, entretanto, não há data definida para publicação do edital.

Último Concurso

O último concurso foi realizado no ano de 2013 para formação de cadastro de reserva. As vagas eram destinadas aos estados de Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais (exceto para algumas cidades), Pará, São Paulo e Tocantins.

A organizadora responsável pela realização do certame foi a Fundação Cesgranrio e foram ofertadas 456 vagas de nível médio e superior com remunerações de  R$3.673,08 a R$8.707,19.

Foram contabilizadas 102.806 inscrições gerando uma concorrência de aproximadamente 225 candidatos por vaga. O maior número de inscritos foi na cidade de Brasília/DF onde foram recebidas 2.238 inscrições (67 candidatos por vaga).

Importância da Língua Estrangeira no Universo dos Concursos

Muitos órgãos, principalmente públicos, vem há alguns anos cobrando língua estrangeira em suas avaliações, sendo o inglês a matéria mais cobrada. Isso é consequência da internacionalização da economia que nos últimos anos vem ganhando força com a globalização.

Apesar disso, muitos concurseiros não se deram conta do que isso significa e acabam deixando a disciplina de lado, talvez, pensando que o que aprendeu na escola seja suficiente para ganhar alguns pontos na prova.  Isso é um erro!

Há dez anos atrás o peso da língua estrangeira, em média, era de 5 pontos, hoje é o dobro. Portanto, os concurseiros devem dar maior importância a esta matéria que vem sendo cobrada cada vez mais, seja no universo dos concursos, ou em qualquer área profissional.

O domínio de uma língua estrangeira, principalmente a inglesa, é um grande diferencial no exercício de qualquer função, principalmente para aqueles que almejam ascensão profissional.

Com informações do CorreioWeb

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Categoria: Editais, Inscrições

SDS/TO abre inscrições de concurso público com 1.217 vagas

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SDS-TO

A Secretaria de Defesa Social do Tocantins (SDS/TO) abriu ontem as inscrições de seu novo concurso público para provimento de 1.217 vagas para nível médio/técnico e superior com remunerações que variam de R$2.326,82 a R$3.656,43. A Fundação Professor Carlos Augusto Bittencourt (Funcab) é a organizadora responsável pela realização do certame.

Edital de Abertura

Para concorrer aos cargos de nível médio, o candidato deverá, dentre outros requisitos, possuir diploma ou certificado, devidamente registrado, de conclusão de curso, conforme requisito do cargo/especialidade pretendido, fornecido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação.

As vagas são para os seguintes cargos: Nível médio/técnico: assistente socioeducativo, técnico em defesa social e técnico socioeducador. Nível Superior: analista em defesa social (nas especialidades de serviço social, pedagogia e psicologia) e analista socioeducador (nas especialidades de serviço social, pedagogia, psicologia, direito, medicina clínica, educação física, enfermagem, nutrição, odontologia e terapia ocupacional).

Inscrições

As inscrições deverão ser efetuadas exclusivamente pela internet no período das 10 horas do dia 22 de outubro até às 23h59min do dia 23 de novembro de 2014, observado o horário de Palmas/TO.

Para efetuar sua inscrição, clique aqui.

O valor da taxa de inscrição é de R$90,00 para nível médio/técnico e R$150,00 para nível superior. O pagamento deverá ser efetuado por meio de boleto bancário em qualquer banco de compensação bancária até o dia 24 de novembro de 2014.

Provas

O concurso será dividido em duas etapas da seguinte forma:

1ª etapa: Prova Objetiva (caráter classificatório e eliminatório); Teste de Aptidão Física (caráter unicamente eliminatório); Avaliação Psicológica (caráter unicamente eliminatório); Exames Médicos (caráter unicamente eliminatório).

2ª etapa: Curso de Formação Profissional, de caráter eliminatório e classificatório, sob responsabilidade da SEDS.

As provas objetivas serão aplicadas nas cidades de Araguaína/TO, Tocantinópolis/TO, Dianópolis/TO, Paraíso/TO, Gurupi/TO e Palmas/TO e serão compostas por 65 questões de múltipla escolha que versarão sobre as seguintes matérias:

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Cronograma de Atividades

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O concurso terá validade de dois anos a contar da data da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.

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Categoria: Jurisprudência

STF decide que não cabe ação rescisória com base em mudança posterior de jurisprudência

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STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na sessão desta quarta-feira (22), que não cabe ação rescisória contra decisões com trânsito em julgado, proferidas em harmonia com a jurisprudência do STF, mesmo que ocorra alteração posterior do entendimento da Corte sobre a matéria.

Com base nesse posicionamento, por maioria de votos, os ministros deram provimento ao Recurso Extraordinário (RE) 590809, com repercussão geral reconhecida, por meio do qual uma empresa metalúrgica do Rio Grande do Sul questiona acórdão de ação rescisória ajuizada pela União, relativa a disputa tributária na qual houve mudança posterior de jurisprudência do STF.

No caso, a contribuinte questiona rescisória acolhida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) referente à questão dos créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de insumos adquiridos a alíquota zero. Segundo a contribuinte, a jurisprudência sobre o tema no STF foi pacífica entre 1998 e 2004, no sentido de se admitir o creditamento do IPI. A partir da reversão de entendimento, em 2007, a União teria iniciado o ajuizamento de ações rescisórias a fim de recuperar os créditos obtidos judicialmente. No recurso, alega que a mudança na jurisprudência não pode ferir o princípio da segurança jurídica.

Relator

No começo do julgamento, em setembro, o relator do caso, ministro Marco Aurélio, afirmou que a rescisória deve ser reservada “a situações excepcionalíssimas, ante a natureza de cláusula pétrea conferida pelo constituinte ao instituto da coisa julgada”. Segundo o ministro, “não se trata de defender o afastamento da rescisória, mas de prestigiar a coisa julgada, se, quando formado o teor da solução do litígio, dividia interpretação dos tribunais pátrios”, ou ainda, concluiu, “se contava com ótica do próprio STF favorável à tese adotada”.

Com esse argumento, o relator votou pelo provimento do recurso para reformar o acórdão recorrido e restabelecer a decisão anterior, atacada na ação rescisória, no tocante ao direito da recorrente ao crédito do IPI quanto à aquisição de insumos e matérias-primas isentas, não tributados e sujeitos a alíquota zero.

Na ocasião, ele foi acompanhado pelo ministro Dias Toffoli, que também deu provimento ao recurso, porém com fundamento diverso do relator. O ministro Toffoli assentou a decadência da propositura da ação rescisória. Após o segundo voto pela procedência, a ministra Carmén Lúcia pediu vista dos autos.

Votos

Na sessão desta quarta-feira (22), ao proferir seu voto-vista, a ministra Cármen Lúcia acompanhou integralmente o voto do relator. No mérito, lembrou a ministra, a discussão está em saber se pode ser rescindido acórdão cujo entendimento foi alterado três anos depois da decisão proferida. Isso porque a decisão de mérito nesse caso foi em 2004, e a mudança na jurisprudência ocorreu em 2007. “O que a União faz agora é tentar rescindir, com base numa agressão à literal disposição de lei, o que violação a literal disposição de lei não é”, disse a ministra.

Também votaram nesse sentido, sob os argumentos da segurança jurídica e autoridade de coisa julgada, os ministros Luiz Fux, Rosa Weber, Celso de Mello e o presidente da Corte, Ricardo Lewandowski.

Divergência

Para o ministro Teori Zavascki, que votou pelo desprovimento do recurso, a pretensão da recorrente está centrada na tese de que, em nome da segurança jurídica, a orientação do STF no julgamento do RE 353657 (que firmou novo entendimento sobre o tema) devia ter efeitos apenas prospectivos – daquela data em diante –, exatamente porque teria causado uma mudança na jurisprudência. Seria uma modulação temporal dos efeitos.

Para o ministro, as consequências de uma decisão nesse sentido precisam ser medidas. A aplicação de efeitos apenas prospectivos das decisões da Suprema Corte deve ser acolhida como exceção. Isso porque, para o ministro, a regra do STF é o tratamento igualitário.

O ministro Gilmar Mendes acompanhou a divergência

Fonte: STF

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Categoria: Editais, Inscrições

Dataprev abre inscrições de concurso público com 4.016 vagas para ensino médio e superior

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A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) publicou edital de abertura de concurso público para provimento de 4.016 vagas, mais formação de cadastro de reserva, para cargos de nível médio e superior com salários que variam de R$3.129,73 a R$6.395,39. O Instituto Quadrix é a organizadora responsável pela realização do certame.

Edital de abertura

Para concorrer aos cargos de nível médio, o candidato deverá, dentre outros requisitos, possuir ensino completo, curso técnico na área referente ao cargo pretendido além do registro profissional expedido pelo Ministério do Trabalho.

Já para os cargos de nível superior, o candidato deverá possuir graduação de ensino superior referente ao cargo pretendido com diploma fornecido por instituição de ensino superior devidamente reconhecida pelo MEC.

As oportunidades são para os seguintes cargos:

Nível médio: auxiliar de enfermagem do trabalho e técnico de segurança do trabalho.

Nível superior: engenheiro de segurança do trabalho, médico de segurança do trabalho, analista de tecnologia da informação nas áreas de administração de pessoal e benefícios e carreira e remuneração, advocacia, análise de informação, análise de negócios, arquitetura, comunicação social, contabilidade, desenvolvimento de pessoas, desenvolvimento, engenharia civil, engenharia elétrica, engenharia mecânica, finanças, gestão de TIC, infraestrutura e aplicações, processo administrativo, prospecção de soluções e melhoria de processos, qualidade de vida, serviços logísticos e web design, e analista de processamento.

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A vagas são destinadas à lotação nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Goiânia, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Boa Vista, Macapá, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, Aracaju, Salvador, Vitória, Belo Horizonte, Campos Grande, Cuiabá, Belém, Manaus, Maceió, Recife, São Luis, Teresina.

Inscrições

As inscrições deverão ser efetuadas exclusivamente pela internet no período das 10 horas do dia 20 de outubro de 2014 e 23 horas e 59 minutos do dia 17 de novembro de 2014 (observado horário de Brasília/DF). 

Para efetuar sua inscrição, clique aqui.

O valor da taxa de inscrição é de R$50,00 para nível médio e R$80,00 para nível superior, o qual deverá ser recolhido por meio de boleto bancário em qualquer banco do sistema de compensação bancária, correios ou casas lotérica até o dia 18 de novembro de 2014.

Provas

As avalizações serão realizadas por meio da aplicação de prova objetiva, discursiva e de títulos, esta última somente para cargos de nível superior.

As provas objetiva e discursiva serão aplicadas em data provável do dia 14 de dezembro de 2014 simultaneamente em 27 cidades constantes no edital, a qual deverá ser escolhida pelo candidato no momento da inscrição.

Confiram abaixo a distribuição das questões para cada um dos cargos:

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Cronograma de Atividades

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O concurso terá validade de dois anos a contar da data da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.

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Categoria: Editais, Inscrições

Controladoria Geral do Piauí abre concurso com 10 vagas para auditor

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A Controladoria-Geral do Estado do Piauí (CGE/PI) publicou edital de seu novo concurso público para provimento de 10 vagas, mais formação de cadastro de reserva, para o cargo de Auditor Governamental com remuneração inicial de R$14.930,06. O Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe/UnB) é a organizadora responsável pela realização do certame.

Edital de abertura

Para concorrer ao cargo, o candidato deverá, dentre outras exigências, possuir graduação de ensino superior referente à área pretendida, com diploma fornecido por instituição de ensino devidamente reconhecida pelo Ministério da Educação.

Inscrições

As inscrições deverão ser efetuadas exclusivamente via internet no período das 10 horas do dia 20 de outubro de 2014 e 23 horas e 59 minutos do dia 18 de novembro de 2014 (horário oficial de Brasília/DF).

Para efetuar sua inscrição, clique aqui.

O valor da taxa de inscrição é de R$180,00 (cento e oitenta reais) o qual deverá ser recolhida por meio de boleto bancário em qualquer casa lotérica, correios ou agência bancária até o dia 15 de dezembro de 2014.

Provas

As provas objetiva e discursiva serão aplicadas em data provável do dia 18 de janeiro de 2015, no período matutino e vespertino respectivamente. A prova objetiva será composta por 80 questões de conhecimentos gerais e 80 questões de conhecimentos específicos, onde deverão ser julgadas como certa ou errada pelo candidato.

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O concurso terá validade de dois anos a contar da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.

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Categoria: Notícias

Câmara retomará votações de PECs polêmicas após 2º turno das eleições

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 camara

Câmara poderá analisar, entre outros temas, a criação de adicional noturno para policiais e bombeiros; o aumento de repasses ao FPM; e a aposentadoria integral para servidor aposentado por invalidez.

O Plenário da Câmara dos Deputados não tem votações marcadas para a próxima semana, decisiva para a definição do segundo turno para presidente da República e para governador em 14 estados. Estão previstas apenas sessões de debates – reservadas para pronunciamentos dos parlamentares.

As votações serão retomadas no dia 28 de outubro, com a pauta trancada pelo projeto que atualiza a legislação sobre pesquisa e exploração ao patrimônio genético de plantas e animais e de conhecimentos tradicionais associados (PL 7735/14). O texto tranca a pauta do Plenário desde o dia 11 de agosto e não tem o aval de ambientalistas ou de deputados ligados ao agronegócio.

A pauta trancada inviabiliza a votação de outros projetos de lei – exceto aqueles de autoria do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública.

Diante disso, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, decidiu incluir na pauta pós-eleições diversas propostas de emenda à Constituição (PECs) polêmicas, como a que acaba com a contribuição previdenciária de inativos (PEC 555/06).

As prioridades, segundo Alves, são:

PEC 358/13, que trata do orçamento impositivo das emendas parlamentares;
PEC 170/12, que concede aposentadoria integral para o servidor que se aposentar por invalidez;
PEC 426/14, que aumenta os repasses ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM);
PEC 339/09, que assegura adicional noturno aos policiais e bombeiros;
PL 4246/12, que estab

Íntegra da proposta:

PEC-555/2006
PL-4434/2008
PEC-339/2009
PEC-170/2012
PL-4246/2012
PEC-358/2013
PL-7735/2014
PEC-426/2014

Fonte: Agência Câmara

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Categoria: Concurso TJ, Concursos no horizonte

TRE/MG prepara o edital de abertura de seu novo concurso público. Organizadora já foi definida

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 O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE/MG) escolheu a Consultoria e Planejamento em Administração Pública Ltda. (Consulplan) como organizadora de seu novo concurso público. De acordo com informações do órgão, há previsão que o edital seja publicado até final do ano já que nas próximas semanas serão acertados os últimos detalhes do documento, como as datas de publicação e prazo de inscrições.

O concurso será destinado ao provimento de 19 vagas, mais formação de cadastro de reserva para o cargo de Técnico Judiciário. As vagas serão distribuídas entre a área administrativa (16); área administrativa com especialidade em contabilidade (1) e área administrativa com especialidade em edificações (2).

Quem pretende concorrer a um dos cargos, deverá apresentar certificado de conclusão do ensino médio e, para os cargos com especialidade, ensino médio com formação técnica na área.

Os salários serão de R$5.007,82, incluindo a remuneração, gratificação de atividade judiciária e vantagem pecuniária individual, por uma jornada de trabalho de 40 horas semanais (8 horas diárias de segunda sexta-feira). Os aprovados receberão ainda auxílio-alimentação, assistência média e plano odontológico.

As vagas para a área administrativa serão destinadas à lotação nas zonas eleitorais do interior do estado, e os cargos especializados, para a capital.

Provas

As provas para o cargo de técnico judiciário – área administrativa, serão compostas por 20 questões de conhecimentos gerais, 40 de conhecimentos específicos e duas questões discursivas. Já para os demais cargos com especialidades, serão aplicadas provas com 40 questões de conhecimentos gerais, 20 de conhecimentos específicos e duas questões discursivas.

As provas objetivas de conhecimentos gerais para a área administrativa versarão sobre as seguintes matérias:o:  

Técnico Judiciário – área administrativa: língua portuguesa (gramática e interpretação de textos), noções de informática, normas aplicáveis aos servidores públicos federais e regimento interno do TRE. Já em conhecimentos específicos, noções de direito constitucional, noções de direito administrativo, noções de direito eleitoral e regimento dos juízos e cartórios. A parte discursiva terá uma questão sobre noções de direito constitucional ou administrativo e uma sobre noções de direito eleitoral.

Técnico Judiciário – área administrativa – especialidade contabilidade: língua portuguesa, noções de informática, noções de direito constitucional, noções de direito administrativo, noções de direito eleitoral, normas aplicáveis aos servidores públicos federais e regimento interno do TRE. Em conhecimentos específicos, os temas serão sobre contabilidade em nível médio e a prova discursiva terá duas questões de contabilidade, em nível médio.

Técnico Judiciário – área administrativa – especialidade programação de sistemas: língua portuguesa (gramática e interpretação de textos), noções de direito constitucional, noções de direito administrativo, noções de direito eleitoral, normas aplicáveis aos servidores públicos federais e regimento interno do TRE. Em conhecimentos específicos serão 20 questões sobre conhecimentos em microinformática e na prova discursiva, duas questões sobre microinformática.

Técnico Judiciário – área administrativa – especialidade técnico em edificações: língua portuguesa (gramática e interpretação de textos), noções de informática, noções de direito constitucional, noções de direito administrativo, noções de direito eleitoral, normas aplicáveis aos servidores públicos federais e regimento interno do TRE. Em conhecimentos específicas, 20 de conhecimentos em edificações e na parte discursiva, duas também de conhecimentos em edificações.

Todas as provas serão aplicadas na cidade de Belo Horizonte/MG em data e horário a serem divulgados no edital de abertura do concurso.

Com informações do Jcconcursos

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Categoria: Concursos no horizonte

Vem aí o novo concurso público do TJ/PR! Comissão já foi definida

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TJ-PR

Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) vai abrir mais um concurso público para técnico judiciário e analista judiciário do 1º grau de jurisdição. Ainda não há previsão de data para abertura do edital e o tribunal não soube adiantar quantas vagas serão abertas.

No último dia 1º, foi instituída a comissão do certame, que é presidida pelo desembargador Eugênio Achille Grandinetti.

Último concurso

Em maio deste foi realizado um concurso para técnico judiciário e analista do 2º grau de jurisdição (que atuam no âmbito do Tribunal de Justiça), quase um ano após a abertura do edital. A data da prova foi definida apenas em fevereiro deste ano, seis meses após o fim das inscrições.

As 160 vagas foram disputadas por 65 mil candidatos.

No último dia 15/10, foram nomeados 62 dos classificados nesse certame.

Fonte: Gazeta do Povo

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Categoria: Editais, Inscrições

Ministério da Saúde abre inscrições do concurso público com 743 vagas para ensino médio e superior

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Após o Ministério da Saúde ter cancelado o concurso público destinado ao provimento de 748 vagas para nível médio e superior, em razão de falhas contidas no edital, o órgão lançou, logo em seguida, outro edital de abertura. Desta vez ofertando 743 vagas, também para nível médio e superior. Os salários variam de R$2.205,20 a R$6.648,15. A Fundação Professor Carlos Augusto Bittencourt (Funcab) é a organizadora responsável pela realização do certame.

Edital de Abertura

Para concorrer a um dos cargos de nível superior, o candidato deverá apresentar diploma ou certificado, devidamente registrado, de conclusão de curso, conforme requisito do cargo pretendido, fornecido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação.

Os candidatos que possuírem especialização, mestrado ou doutorado, terá um acréscimo no salário, além de receber ainda gratificação de desempenho de atividade.

Para concorrer a um dos cargos de nível médio, será exigido, além de conclusão do ensino médio, experiência mínima de um ano na  área pretendida.

Inscrições

As inscrições estarão abertas a partir das 10 horas do dia 16 de outubro até as 23h59min do dia 09 de novembro de 2014 (observado o horário de Brasília/DF) e deverão ser efetuadas exclusivamente pelo site da organizadora.

Inscrições aqui

O valor da taxa de inscrição será de R$97,00 (noventa e sete reais) para os cargos de nível superior e R$78,00 (setenta e oito reais) para o nível médio, a qual deverá ser recolhida por meio de GRU simples somente no Banco do Brasil até às 15h do dia 21 de novembro de 2014.

Provas

O concurso será composto por três etapas, sendo: prova objetiva de caráter classificatório e eliminatório, prova discursiva e/ou redação de caráter classificatório e eliminatório e Prova de Títulos de caráter unicamente classificatório. As provas objetivas, discursivas e de redação serão aplicadas serão aplicadas em Brasília/DF e no Rio de Janeiro, simultaneamente.

As provas objetivas serão divididas em 5 grupos, de acordo com os cargos, conforme descrito no edital. Confiram abaixo a distribuição das questões por cada grupo:

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As provas discursivas, de caráter eliminatório e classificatório, serão aplicadas no mesmo dia e horário da prova objetiva, distribuídas da seguinte forma:

- Nível médio (Gupo 01) Prova de redação com tema voltado para a área, que valerá 60 (sessenta) pontos.

- Nível médio (Grupo 02): Prova discursiva com 1 questão com itens a e b, baseada em temas de conhecimentos específicos com foco na área oncológica (caso na área a que concorre).

- Nível superior (Grupo 03): Prova discursiva, sendo 02 questões baseadas em temas de conhecimentos específicos com foco na área a que concorre que valerá 40 pontos, sendo 20 pontos para cada questão e Prova de redação com tema voltado para a área da saúde.

- Nível superior (Grupo 04): Prova discursiva, sendo 02 questões baseadas em temas de conhecimentos específicos com foco na área oncológica a que concorre, que valerá 40 pontos sendo 20 pontos para cada questão e Prova de redação com tema voltado para a  área da saúde.

- Nível superior (Grupo 05): Prova discursiva, sendo 02 questões baseadas em temas de conhecimentos específicos com foco de gestão em saúde, que valerá 40 sendo 20 pontos para cada questão e Prova de redação com tema voltado para a área da saúde.

DPU_concurso_prova_discursiva

Cronograma de Atividades

DPU_concurso_cronograma

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