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Governador eleito no Piauí diz que crise no estado pode gerar demissão de concursados

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Segundo informações do site G1, o governador eleito pelo estado do Piauí, Wellington Dias (PT), em entrevista concedida na manhã desta segunda-feira (1), informou que a atual situação financeira do estado é preocupante. Ele atribui o problema a “irresponsabilidade fiscal” e comunica que cortes serão feitos para reduzir os gastos, inclusive demissão de concursados.

“Haverá corte onde for necessário e onde for possível o corte”, falou o futuro governador. A Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição do país asseguram que, em casos em que o estado comete uma irresponsabilidade fiscal, ou seja, onde a folha de pagamento ultrapassa o limite de 46%, que possam ser demitidos até concursados, só para a gente compreender a gravidade”, informou o petista.

Dias salientou que mesmo diante de tal hipótese, sua intenção é preservar os concursos públicos, entretanto, o governador eleito garantiu que haverá redução nos salários de servidores comissionados e temporários e que muitos destes contratos não serão renovados.

No que se refere à situação financeira do estado, Dias informou que é necessário adequar as despesas orçamentárias aos valores que o estado possa garantir. Destacou ainda que enquanto hospitais públicos no Piauí estão enfrentando uma grave crise, a Secretaria de Saúde do Estado investiu R$6,5 milhões com desratização, dedetização e poda de árvores.

“Quem governa tem que governar com planejamento e escolher o que é prioridade. Nós vamos ter uma ordem de prioridades e a prioridade número um é a vida”, disse.

Em relação aos reajustes já previstos no orçamento de categorias que cobram aumentos salariais, Dias garante que fará o possível para que sejam cumpridos, salientando que fará uma auditoria para cada contrato realizado para observar o que está dentro e fora da legalidade e o que estiver em ordem, será pago, caso contrário, será cancelado.

Wellington se opôs à versão do atual secretário de administração, João Henrique de Souza, que atribui a crise ao corte de 85% do Fundo de participação dos Estados (FPE). Segundo ele, o estado não é o único beneficiário do fundo.

“Nós temos pelo menos 19 estados semelhantes ao Piauí, que dependem do FPE. Por que nesses estados os salários não estão atrasados? Por que só o Piauí? Não adianta querer tapar o sol com a peneira. O fato concreto é que ‘desmantelaram’ a máquina pública”, relatou.

O governador eleito comentou ainda que tal situação se arrasta desde a gestão do ex-governador Wilson Martins (PSB).

 “A folha de pagamento já estava fora dos limites em 2013. Então isso não é de agora, ela veio se agravando. O que me espanta é que medidas que são necessárias não foram tomadas, inclusive pelo Judiciário, pelo Ministério Público, pelo TCE e foram deixando o estado chegar nessa situação”, disse.

Wellington finalizou dizendo que irá tomar medidas duras e corajosas para conseguir regularizar a situação do estado, mas, precisa do apoio da população.

Com informações do G1

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