Categoria: Problemas em concursos

Concurso público no Piauí é alvo de denúncias por plágio das questões da prova

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Mais uma denúncia coloca em cheque a lisura dos concursos públicos realizados no país. Desta vez, candidatos que participaram da seleção para a Secretaria Estadual de Educação do estado do Piauí (Seduc) denunciaram que a prova foi 100% plagiada. A Fundação Carlos Chagas (FCC) aplicou as provas no último domingo, dia 19, e segundo os concorrentes, relatou que todas as questões foram copiadas de outros certames.

“Esta prova foi 100% plagiada da Fundação Carlos Chagas. Metade das questões foi extraída do concurso do TRE de Roraima do ano de 2015 e outra do concurso público do TRT da 6ª Região de Pernambuco. Nós candidatos nos sentimos prejudicados, porque fomos atingidos em dois princípios: o da moralidade e o da eficiência”, afirmou o candidato que não quis se identificar.

O Jornal Bom Dia Piauí teve acesso à prova e foi constatado que diversas questões são idênticas às aplicadas no concurso do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima, realizado em 2015. De acordo com a avaliação do jornal, o enunciado é igual, tendo apenas uma das alternativas suprimidas.

“Iremos ingressar junto à Comissão com uma representação para anular o concurso. Nós não vamos aceitar esse concurso, porque uma pessoa que fez a prova de 2015 e já sai com a vantagem de 10 questões na frente. Espero que o caso tome uma dimensão maior e que nós tenhamos adesão tanto da OAB como do Ministério Público”, acrescentou o candidato.

Questionada sobre o caso, a Seduc não quis se manifestar, informando apenas que qualquer esclarecimento deve ser dado pela Controladoria Geral do Estado, que também preferiu não se pronunciar. Já a UESPI, alegou que ficaram à cargo apenas da impressão do caderno de provas, não sendo responsáveis pela elaboração do conteúdo.

Segundo o presidente da Comissão de Fiscalização de Concursos Públicos da OAB/PI, Roosevelt Furtado Filho, tal fato fere diretamente o princípio da administração pública.

“Os candidatos alegam que as várias questões são repetidas de outros certames e se isso ocorrer, eles podem alegar violação da legalidade, da isonomia, porque algumas pessoas podem ter o desempenho favorecido em razão disso. Na lei não há nada que proíba o concurso ter questão repetida de outro certame, no entanto, os tribunais optam por anular as questões ou a até mesmo a prova”, afirmou o presidente.

O concurso contou com mais de 2 mil inscritos. O edital prevê a contratação de 32 servidores além de formação do cadastro reserva para os cargos de engenheiros civil e elétrico, arquiteto, geólogo, eletrotécnico, técnico ambiental e cadista do quadro provisório.

Com informações do G1

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