Categoria: Cotas

Candidatos que se autodeclararam negros em concurso de SP deverão ser avaliados pessoalmente

comentários Compartilhe:

cotas

A Prefeitura do estado de São Paulo baixou uma portaria exigindo que os candidatos ao cargo de professor do ensino fundamental II e ensino médio que concorrem pelo sistemas de cotas raciais comprovem a veracidade das autodeclarações prestadas no momento da inscrição. O concurso está ofertando 2.472 vagas de preenchimento imediato. A portaria foi publicada no Diário Oficial de São Paulo hoje (20) pela manhã.

De acordo com a publicação, em razão da existência de uma possível fraude, os candidatos que concorrem às vagas e se autodeclararam negros deverão comparecer no dia 2 de junho, entre as 9h e 14h30m munidos de documentos que comprovem a veracidade das informações, tais como cópia colorida do RG, carteira de habilitação ou passaporte, ratificação da declaração impressa, preenchida e assinada além de outros documentos relacionados.

Além destes documentos, os candidatos poderão ainda apresentar cópia colorida do documento de identificação de ascendentes de até segundo grau e documentos oficiais com indicação de cor/raça próprio ou de ascendentes até segundo grau em linha reta (pais e avós). Poderão ainda levar fotos pessoais e de familiares que comprovem a descendência, desde que acompanhadas de cópias dos documentos de quem está na imagem.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV), organizadora responsável pelo certame, ainda não confirmou se houve de fato alguma fraude, tampouco quais medidas serão adotadas caso seja comprovada. O edital de abertura do concurso determinava que os candidatos que concorressem as vagas para afrodescendentes deveriam enviar cópia do comprovante de inscrição para identificação do candidato, além da declaração original de autodeclaração, preenchida e assinada.

O edital previa ainda que, caso houvesse alguma fraude em relação às informações prestadas sobre a descendência, o candidato estaria automaticamente eliminado do certame. Caso há tivesse sido nomeado, estaria sujeito à nulidade de sua nomeação após procedimento administrativo, lhe sendo assegurado os direitos à ampla defesa e contraditório, podendo inclusive sofrer sanções adversas.

Com informações do G1

comentários Compartilhe:

Posts Relacionados